Clickmax
Redesign estrutural do CX Admin. Duas superfícies de navegação viraram uma. Templates de funis, que dependiam de código pra existir, viraram fluxo self-service em poucos cliques. Fiz o design e a implementação, front e back, com code review do time de engenharia e validação de QA a cada PR.

Resultados
Dados exibidos nas telas são ilustrativos. Case em evolução. A plataforma segue sendo melhorada release a release.
Contexto
O Clickmax é o produto SaaS de page builder e funis de conversão da Bilhon. O CX Admin é o back-office que sustenta essa operação: onde o time modera produtos, atende clientes, publica templates, acompanha o financeiro e mantém a plataforma rodando por dentro.
Entrei nesse trabalho em parceria com André (Design Lead do time). Ele conduziu o redesign das telas de Produtos e Clientes; eu fiquei responsável pela navegação estrutural (a nova sidebar) e pela arquitetura completa do gerenciamento de templates: do problema à hipótese ao código shipado.
O desafio
Duas superfícies de navegação competindo pela atenção. O CX Admin antigo tinha um menu superior com as macro-áreas (Produtos, Clientes, Marketplace, Suporte, Financeiro, Templates…) e um rail lateral com os sub-itens da área ativa. O operador tinha que ler duas regiões pra saber onde estava, e o rail secundário só ganhava função quando havia 2+ filhos. Nas outras, era espaço morto.
Templates de funis eram ativo de engenharia. Cada novo template precisava ser implementado via código pelo time de dev: ticket, sprint, deploy. Não havia gestão dentro do CX Admin. Consequência prática: catálogo estagnado, backlog de "criar template X" crescendo, e time de eng ocupando dias por sprint em trabalho que não era engenharia, era curadoria.
Sidebar unificada
Consolidei os dois menus numa única barra lateral. Cada área é um bloco expansível; quando o item tem filhos, a navegação secundária abre inline dentro do próprio bloco. Não vaza pra outra região da tela.
A topbar deixa de carregar navegação e passa a fazer o que faz de melhor: orientação. Breadcrumb à esquerda (CX Admin / Produtos / Visão geral), notificações e conta à direita. Uma leitura, uma decisão, um clique.
A estrutura já comporta o crescimento: novas áreas ou novos sub-itens entram sem redesenho. O que era um problema recorrente de arquitetura virou uma decisão de conteúdo.
Antes
Depois
Templates end-to-end
Aqui é onde o case deixa de ser sobre interface e vira sobre impacto no produto. Publicar um template de funil, que antes era ticket de eng + deploy, virou um fluxo dentro do próprio CX Admin:
- Admin seleciona o usuário dono da conta base.
- Escolhe o workspace e o projeto.
- Seleciona o funil elegível a virar template.
- Define capa e descrição (a própria plataforma sugere texto automaticamente).
- Atribui plano e categoria.
- Publica no catálogo.
Poucos cliques, mesmo resultado que antes exigia arquivo em repositório, code review, merge e deploy.
Desenhei a arquitetura, os estados, o modelo de dados e o fluxo. Implementei front e back-end com apoio de IA (Claude Code). Cada etapa foi revisada e validada pelo time de engenharia. Nada foi mergeado sem passar por olhos de dev sênior.
O problema não era estético. Era estrutural.
O CX Admin antigo já era um produto visualmente refinado. A escolha aqui foi tratar o custo real (dois menus fragmentando a atenção, engenharia sendo consumida por trabalho de curadoria) em vez de empilhar refinamento visual em cima de uma arquitetura que não escalava.
O que isso exige de um designer sênior: entender o custo por trás de cada tela e ter conversa direta com produto e engenharia sobre onde o esforço vai render. Design de produto de verdade é decidir o que precisa mudar, não só como fica bonito.
Como foi entregue
O escopo era grande (design + front + back de dois territórios do produto). Pra manter code review possível numa base desse tamanho, fatiei tudo em PRs planejados por escopo: cada um pequeno o suficiente pra ser revisado com atenção, grande o suficiente pra fazer sentido isoladamente.
A cada PR: review do time de engenharia antes do merge, validação rigorosa do QA em ambiente de staging. Os ajustes de QA por PR foram pouquíssimos. E isso não é sorte. É evidência de shaping bem feito antes de escrever a primeira linha de código.
A plataforma segue sendo melhorada release a release. A base arquitetural aguenta o crescimento.
Escopo do CX Admin: sete módulos hoje, arquitetura preparada pra novos sem redesenho estrutural.




Aprendizados
- Cross-stack com disciplina. Designer que shipa código só vira valor quando o time está no processo: code review dev, validação de QA, PRs granulares. IA acelera a execução; o time garante a qualidade. Fugir dessa disciplina vira dívida.
- Discovery orientada a custo. A mudança que gerou impacto real não era visual: era estrutural. Saber onde o esforço rende (no fluxo do operador, no throughput do time de eng) muda a conversa com stakeholders.
- Colaboração com Design Lead. Dividir escopo com o André (ele em Produtos/Clientes, eu em sidebar/templates) exigiu alinhamento de padrão, ritmo e linguagem visual. Sênior não trabalha sozinho. Trabalha em par com quem tem a visão do time.
- Shaping precede execução. Poucos ajustes de QA num escopo desse tamanho não é sorte. É investimento na etapa antes do código: entender o problema, dividir em PRs, deixar critérios claros.
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